Gostaria de arrancar todas as minhas unhas e encravá-las nos dedos de quem aponta sem antes ouvir ou entender a loucura que em certo dias em mim desponta!
Eu não acredito no amor sou um ateu desiludido a teu olhar que me provoca a teu jeito que me seduz a teu corpo junto ao meu não acredito no amor não mesmo sou um ateu Graças a deus.
Sinto a alegria de nossas conversas de vidas bandidas Daqueles encontros entre amigos que só aparecem quando eu bebo Poderia chamar de ilusão mas acredito que seja amizade Palavras são só palavras, as vezes são palavras cruzadas Outras tantas vezes falar mal da vida alheia Entre umas e outras, lhe cai bem uma cerveja Papos que divagam entre a filosofia humana Entre os pecados infames da vaidade mundana Espere um momento, respire, olhe ao seu redor O mundo está girando, pare, olhe ao seu redor Niguém pode mais, não se apegue ao que é nosso Há sinceridade nas coisas que faço sabendo que posso viva e se divirta e se puder repita todos os dias Te digo, repito, nenhum dia será vivido repetido
Sinto que eu tenho um amor a cada esquina A cada encruzilhada um pedaço de mim Por essas ruas o sentimento se faz sentir tudo aquilo que a saudade deixou por aqui
São os passos apressados que vem e que vão Daqueles que balançam mas não caem em vão Vão apressados fazer o prazer virar satisfação Vivendo por viver, faz saber a imaginação
Sem ao menos conhecer, ignorei verdades translucidas, transparentes parentes, reticentes reticencias então quando penso que sei penso preso a um pensamento sentimento contínuo continua repetindo reverberando musicas que moldam o eco e como grito vão ecoando e então nego.
Gameleira a tardinha belo por do sol entre os barrancos desse rio torto que corre e não vê o mar E mais tarde tem festa no flutuante tem gente passeando no parque já cansado vou pro mercado comer gostosa quentinha tapioca com um suco de caju ou de maracujá já quero uma baixaria passeando pela via verde soltando fumaça pensando refletindo conversando voltando para casa para enfim dormir