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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Dor

Por que ser contrariado pelo amor
é mais belo do que ser vencido por ele
E é assim todas as manhãs
com o sol transformador
transforma a dor
E o amargo sabor
daqueles sentimentos
vendidos em doses
cápsulas vazias
de carinho e amor
Este é teu vício
mas lembre-se
que eu te aceito
sem você me aceitar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Esta noite

Felicidade
É uma cidade
cheia de vícios

E se eu fujo
dessas mentiras
sou um artista

E se escrevo
o que não presta
sou poeta

então pego
essas mentiras
e tudo que não presta

E me pergunto
Porque tu me faz mudar?
Se não queres viver em mim

Pensas que tenho outra
Pensas em demasia
Minha triste boemia

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Amarração!

Meu amado
Minha amada
sinto-me amado
amarrado
apaixonado
desgraçado
teu afeto
me afeta!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Safadezas e ironias à parte.

Eu não acredito no amor
sou um ateu desiludido
a teu olhar que me provoca
a teu jeito que me seduz
a teu corpo junto ao meu
não acredito no amor
não mesmo
sou um ateu
Graças a deus.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

E os apaixonados?

Os passarinhos fazem canção
com uma nota só
Os passarinhos fazem canção
para alegrar o sol

Sabiá a cantar
Sol a raiar
Dia prestes a nascer

novo dia
nova canção
Ai, que alegria
em meu coração

cigarra a cantar
Noite a chegar
E os apaixonados?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sobre o amor, sol e lua

Era uma vez, um jovem chamado Amor, acima de tudo era fraterno e reconhecido por todos pelo seu jeito temperamental. O mais velho de uma familia de 7 irmãos, as vezes, como todo irmão mais velho, conseguia ser chato e teimoso como um asno. Sua missão era espalhar a boa nova ao mundo.

Carregava sempra algumas rosas e as jogava para as jovens donzelas que o viam passear por entres as ruas daquelas cidades que o tempo nos fez esquecer. Diziam por aí que ele tocava violão como ninguém e não tinha quem ficasse sem beijar quando animava as festas com o vinho que trazia dos deuses.

Todas as canções do jovem Amor não envelhecem, são eternas. Até a lua quando o ouviu tocar se emocionou, chorou como uma criança, suas lágrimas escorriam por aquele ceú escuro. Choveu e fez muito frio naquela noite.

O jovem Amor sabia para quem era aquelas lágrimas. E logo no raiar do dia, chamou seus amigos passarinhos, e por serem tão pequeninos, ensinou para cada um apenas uma nota musical .Com aquela passarada reunida organizou um imenso coral para alegrar os primeiros raios do Sol.

E o Sol naquele dia brilhou mais forte. A alegria é contagiante e todo botão de flor se abriu, e toda lagarta virou borboleta, e tudo naquele dia foi diferente. A Mãe terra, filha do Sol, parou por três dias só para ouvir aquele som que fala com o coração, e as vezes se fazem daquelas canções que só quando estamos apaixonados fazem sentido.

A jovem Lua ao saber da anunciação do seu encontro com o Sol, fez questão de usar seu vestido mais branco e seu par de brinco adornado de prata e perólas. O tempo parou para admirar a beleza da Lua com o seu véu de noite.

O jovem Amor celebrou e derramou sobre a Mãe Terra grandes quantidades do vinho dos deuses, e a jovem senhora que ainda não tinha conhecido a inebriante doçura da presença daquele jovem rapaz, caiu desmaiadas em seu braços. Foi quando somente o Amor presenciou o beijo dos apaixonados separados pelo o destino.

E ali juntos o Sol, a Lua e o Amor viraram confidentes e juntos bolaram um plano para driblar as correntes do destino. Ninguém comenta sobre o assunto, mas dizem os antigos que isso são os mistérios da vida, mistérios de quem leva a vida com o Amor.

*


Essá é uma das histórias que quero contar para os meus filhos.

Ítalo tu se habilita em fazer a quadrinização? E aí Marcelo vai querer roteirizar para os quadrinhos? Estou aberto a idéias.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A contravenção do pensamento

Divagando sobre a realidade paralela
penso que talvez o lado lá, seja o eterno
Tenso, mais de uma vez, seja cá para ela
penso na realidade, o que é terno?

Devagar, caminhando para a real idade
Essa insentatez de lembrar do que não posso
Sem lenço, sem alento, talento vosso
Exceder os limites da sociedade